sexta-feira, 16 de março de 2018

O Sonho do Próprio Negócio




Marcelo Neves
Contador, Especialista e Professor.

Abrir o próprio negócio é um sonho de muitos brasileiros, desde profissionais com vasta experiência no mercado a jovens e adultos recém-formados com espírito empreendedor. Todos com vontade de vencer.

O início de qualquer atividade é algo novo e como tal precisa ser estudado antes mesmo de tudo acontecer. Saber onde se pisa e o que se tem pela frente já é um bom começo.  Entretanto, não é tão simples assim. Tudo dependerá de estar preparado para o que se inicia e, por conseguinte, para as mudanças futuras. 

Para a abertura de uma empresa é recomendado aos empresários a elaboração de um plano inicial, com a finalidade de conhecer determinadas particulares da entidade, abordando, sobretudo, pontos centrais, por exemplo: Qual a quantidade de sócios? Qual o Capital Social e como será integralizado? Qual o ramo de atividade?  Qual tributação será adotada? Qual o melhor preço para a venda das mercadorias ou prestações de serviços para que se tenha uma adequada margem de lucro? Quais os custos, despesas e a previsão da receita? Quantos colaboradores serão necessários de imediato?, etc. Para tudo isso, exige-se uma análise.

Observa-se que algumas questões devem ser respondidas de princípio a fim de evitar transtornos ou surpresas indesejáveis por conta da falta de conhecimento, experiência ou despreparo, podendo transformar o sonho do próprio negócio em um pesadelo.

Em uma de suas frases célebres, Harold Geneen, empresário americano, menciona a influência da experiência para os negócios “no mundo dos negócios todos são pagos em duas moedas: dinheiro e experiência. Agarre a experiência primeiro, o dinheiro virá depois”. Nota-se, o quão é importante ter vivência no meio empresarial. No entanto, na falta dela ou na dúvida o correto é procurar quem as tenha.

Por estes e outros motivos para dar início a um empreendimento a saída mais indicada é ter a assessoria e consultoria de um especialista. Aquele profissional com conhecimento do universo das empresas, com sólida prática em tributação, finanças, economia e demais obrigações, que auxilia os dirigentes em suas decisões deixando as empresas mais competitivas, neste caso, o Contador.

As cobranças atribuídas às empresas, sejam elas pelo setor Público ou Privado, são diversas e não esperam hora nem tempo bom ou ruim. Temos como exemplo as relacionadas a Legislação Comercial, Fisco Federal, Estadual, Municipal, Ministério do Trabalho e Previdência Social, Instituições Financeiras e Fornecedores. Nessas horas, os administradores devem contar com quem entende do assunto, visto que, há necessidade de respostas tempestivas e eficazes.

Ressalta-se a importância do Contador como profissional competente para tratar desses e outros requisitos, especialmente no que diz respeito ao seu papel como consultor e fornecedor de informações, principalmente sobre a real situação patrimonial em um determinado momento, assessorando, assim, os gestores em suas deliberações.

Por fim, é importante um adequado relacionamento Empresário/Contador no trâmite do negócio, um suprindo o outro com elementos necessários para garantir a melhor execução de suas devidas funções. Deste modo, aquele sonho prematuro e almejado torna-se algo concreto, abrindo espaço para outros mais ousados e prósperos.

quinta-feira, 1 de março de 2018

IRPF 2018 - Pessoas obrigadas a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do IRPF 2018



De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 1.794, de 23 de fevereiro de 2018, está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física referente ao exercício de 2018, a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2017:




Critérios
Condições
Renda
- recebeu rendimentos tributáveis , sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma anual foi superior a R$ 28.559,70;
- recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00.
Ganho de capital e operações em bolsa de valores
- obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; 
- optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da  Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
Atividade rural
- relativamente à atividade rural:
a) obteve receita bruta anual em valor superior a R$ 142.798,50
b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2017 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2017.
Bens e direitos
- teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2017, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00.
Condição de residente no Brasil
- passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição se encontrava em 31 de dezembro de 2017.
AVISO:
§  O contribuinte que, no ano-calendário de 2017, recebeu rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma anual foi superior a R$ 10 milhões, rendimentos isentos e não tributáveis, cuja soma foi superior a R$ 10 milhões, rendimentos tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 10 milhões, realizou pagamentos de rendimentos a pessoas jurídicas, quando constituam dedução na declaração, ou a pessoas físicas, quando constituam, ou não, dedução na declaração, cuja soma foi superior a R$ 10 milhões, em cada caso ou no total, deve transmitir a Declaração de Ajuste Anual com a utilização de certificado digital.


Declaração - Prazo de Apresentação
As pessoas físicas que são obrigadas devem apresentar a declaração no período de 1º de março a 30 de abril de 2018.




quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mostre qual a importância da contabilidade para as empresas


Nem todos os clientes conseguem enxergar qual a importância da contabilidade para as empresas. Muitos, inclusive, desconhecem a capacidade que o contador possui para ajudar a melhorar seus resultados. Mudar essa realidade, acredite, depende muito de você.
Se você já teve problemas em mostrar o verdadeiro valor da sua empresa para o seu cliente, sofre com o alto índice de inadimplência ou tem dificuldades em fechar contratos por um preço justo, este artigo foi feito para você.

Qual a importância da contabilidade para as empresas e seu futuro

“Preciso mesmo de um contador? O que o contador pode fazer pelo meu negócio? Afinal, qual a importância da contabilidade para as empresas?” Essas são perguntas que, mais cedo ou mais tarde, passam pela cabeça do seu potencial cliente. Assim, se tornam um desafio a maispara você conquistar espaço no mercado.
A origem do questionamento está naquela velha imagem do contador emissor de guias. É quando o profissional contábil ficava no básico e não era visto como um parceiro, ou mesmo um consultor, como acontece hoje.
Como esse é um movimento relativamente recente, não causa surpresa que você ainda se depare com esse tipo de dúvida. Sempre haverá clientes que desconhecem o valor do serviço contábil. Isso sem falar naqueles que o ignoram. Seja qual for o caso, você é parte responsável da mudança.
O contador possui diversos relatórios gerenciais que podem ajudar o empreendedor na tomada de decisão. Que tal usá-los a seu favor? Você pode surpreender seu cliente entregando tais materiais e explicando como tirar proveito deles.
Muitas vezes, o empreendedor tem dificuldade em entender esse tipo de informação. Uma maneira simples de ajudá-lo é gravando um vídeo ou marcando uma reunião. Dessa forma, é possível explicar as demonstrações financeiras e o que pode ser melhorado na empresa. Também pode abordar quais pontos necessitam mais atenção.
Já imaginou que diferencial você entregaria com uma atitude tão simples? É por isso que, não custa repetir, cabe o contador também mostrar qual a importância da contabilidade para as empresas.

Ajuda na organização do controle financeiro

Certamente, você possui – ou ao menos já atendeu – uma empresa de pequeno porte e viu a falta de controle financeiro que muitas delas têm, não é mesmo?
Esses problemas podem ocorrer desde a não separação das finanças da pessoa física e da jurídica, falta de dinheiro devido à inadimplência, ou simplesmente a desorganização financeiraque ocasiona o atraso do pagamento aos fornecedores.
Ao contar com toda sua expertise, o cliente poderia ter uma empresa financeiramente organizada. Bastaria entender quão importante o contador pode ser nesse momento. Porém, muitos não tem ideia da quantidade de serviços que você pode prestar se o seu escritório não deixar isso claro.
Além de demonstrar sua capacidade de resolver esse problema, um cliente já conquistado tem chances maiores de contratar mais serviços. Dessa forma, aumentar o faturamento do seu escritório.

Auxílio no fluxo de caixa

Quando um empreendedor começa a fazer gestão financeira, um dos primeiros relatórios com os quais se depara é o fluxo de caixa. Mas ter o documento em mãos não significa compreender e, muito menos, saber analisar as informações à sua frente.
O contador pode mostrar seu valor dando dicas simples. Aliás, simples para quem conhecimento, mas fundamentais para a organizar a vida financeira do seu cliente. Como consequência, é um serviço que favorece a sua reputação e gera ganho em credibilidade e confiança ao escritório.

Maior facilidade para adquirir empréstimos e financiamentos

Diversas empresas necessitam contratar empréstimos e financiamentos, seja para aumentar seu capital de giro ou para adquirir um carro no CNPJ da empresa, por exemplo. Para isso, no entanto, é essencial ter uma contabilidade bem organizada e estruturada. Afinal, a situação da empresa deve se refletir nas suas demonstrações financeiras.
Isso é muito importante pois os bancos solicitam, na maioria das vezes, diversos relatórios contábeis antes de conceder crédito, como:
  • Balanço Patrimonial
  • Demonstração do Resultado do Exercício
  • Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
Os documentos podem ser solicitados de acordo com a necessidade de cada banco. Mas é essencial estar com a contabilidade em dia para entregar todos eles. Seu cliente sabe disso? É bom refletir a respeito e estar disposto a ajudar.

Obrigações acessórias e multas

Não podemos deixar de citar um dos principais serviços que está no escopo de todos os escritórios de contabilidade. Estamos falando da entrega das obrigações acessórias dentro do prazo.
Sim, apesar de ser um serviço básico de todos os escritórios, é muito importante mencionar. A entrega das obrigações acessórias é fundamental para garantir que seu cliente esteja em dia com o Fisco e evite o pagamento de multas.
Esse é um valor mais facilmente percebido pelo cliente. Mas não significa que ele entenda exatamente qual a importância da contabilidade para as empresas. Garanta com que ele não veja o contador apenas como o cara que faz a parte chata do negócio.

Planejamento tributário

Ninguém deseja pagar mais impostos do que precisaria. Garantir isso também é um importante papel do contador dentro das empresas. Afinal, anualmente, é necessário rever o planejamento tributário para analisar qual enquadramento é o mais indicado para a empresa do cliente.
Muitos acreditam que o Simples Nacional é a melhor escolha até que seja atingido o limite de faturamento. Pode até ser que seja, mas é necessário realizar uma análise detalhada da empresa para confirmar.
Talvez esse trabalho identifique que o Lucro Presumido, por exemplo, seria a melhor opção para o novo ano-calendário.

Auxílio no planejamento estratégico

O ano de 2017 está acabando e, com ele, chega o momento de fazer o balanço. Estamos falando tanto do patrimonial quanto da análise de quais metas foram ou não atingidas. Além disso, também é hora de traçar novos objetivos para 2018.
Porém, muitos clientes não têm essa ideia clara. Dessa forma, apenas trabalham para pagar as contas da empresa e conquistar mais clientes para poder “sobreviver”.
Mas um planejamento estratégico vai muito além disso, você sabe bem. Traçar boas metas no começo do ano pode mudar completamente a visão da empresa. Então, esteja presente para que o sucesso do seu cliente seja garantido em 2018.
Entre diversos itens, o planejamento estratégico do seu cliente deve visar:
  • Definir objetivos para 2018
  • Definir metas de vendas ao longo do ano
  • Analisar quais mercados deseja focar, preferencialmente entendendo qual nicho gera mais retorno financeiro
  • Criar um plano de ação para atingir os resultados que deseja, com o auxílio de ferramentas como o 5W2H ou um mapa mental.

Mostre o seu valor contábil

Muitas vezes, os donos de negócios não sabem por onde começar a traçar planos para buscar o sucesso. Por outro lado, não há dúvidas de que eles podem enxergar o contador com outros olhos se receberem um bom suporte.
Afinal, você sabe que é capaz de resolver muitos dos problemas na gestão de empresas. De quebra, atua para que o empreendedor perceba maior valor nos seus serviços, o que vai muito além de realizar os lançamentos contábeis.
Então, assuma o compromisso e a responsabilidade de apresentar ao cliente qual a importância da contabilidade para as empresas. O retorno virá, certamente.
Fonte:blogcontaazul

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Fique Atento! Prazo para adesão ao Simples acaba amanhã

Mudança, na prática, criou dois Simples, avalia diretor político-parlamentar da FENACON.
O aumento no teto do Simples Nacional amplia a abrangência do programa, mas outras mudanças no sistema não contribuem para o crescimento sustentável de pequenas empresas dentro do regime tributário, podendo levar a alta nos impostos, apontam especialistas ouvidos pela Folha.
A partir deste ano, o limite de faturamento anual para se enquadrar no sistema passa de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões. Quem quiser aderir já em 2018 tem até esta quarta-feira (31) para solicitar a opção pelo portal do Simples.
As EPPs (empresas de pequeno porte) que se encaixarem no intervalo dentro do novo limite, porém, terão uma tributação diferente. Para receitas brutas de até R$ 3,6 milhões, o recolhimento continua sendo único pelo DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) .
Sobre o faturamento que ultrapassar esse valor, ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto Sobre Serviços) serão recolhidos à parte.
"Na prática, a medida criou dois Simples. Muitas empresas seguravam o faturamento para não saírem do programa. Agora, podem continuar represando ou vão dividir suas operações para não fazerem os recolhimentos separados", avalia Valdir Pietrobon, diretor político-parlamentar da Fenacon (federação das empresas contábeis).
O cálculo das alíquotas do Simples também mudou.
As taxas são determinadas basicamente pelo tipo de atividade exercida pela empresa –os chamados anexos– e seu faturamento.
Antes, as empresas eram divididas em seis anexos, cada um com 20 faixas (dependendo da receita bruta anual) e suas alíquotas fixas.
Agora, há só cinco anexos e seis faixas. Passa a incidir, porém, a alíquota efetiva, que é proporcional à receita bruta em 12 meses e sofre uma dedução fixa para cada faixa (veja ao lado como calcular).
Para quem fatura até R$ 180 mil no ano, nada muda –9% dos quase 5 milhões de micro e pequenas optantes estão nessa primeira faixa.
Acima disso, o resultado do novo cálculo é que negócios maiores e/ou no teto de cada faixa tendem a pagar mais imposto que de costume.
"O recado parece ser que enquanto o pequeno ficar pequeno não será onerado. Não é uma política de incentivo ao crescimento", afirma Marcia Ruiz Alcazar, presidente do CRC-SP (conselho de contabilidade de SP).
CÁLCULOS
A Receita explica que o novo modelo evidencia uma tributação progressiva, "mecanismo pelo qual a empresa pagará a alíquota das faixas superiores apenas sobre o valor que ultrapassar as faixas anteriores."
Bernard Appy, diretor do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal), concorda que o método suaviza a transição entre faixas, mas critica a elevação do limite. "Inclui mais gente em um sistema que é mal desenhado, porque tributa faturamento, e isso beneficia empresas que já operam com alta margem."
A Receita admite que o cálculo das alíquotas ficou mais complicado, mas ressalta que eles podem ser feitos automaticamente pelo PGDAS-D, aplicativo disponível no portal do Simples.

Fonte: Fenacon - Sescap/Sescon