terça-feira, 1 de novembro de 2016

Como saber se a minha empresa está ganhando ou perdendo dinheiro?

Você tem ideia se o seu negócio dá lucro ou só prejuízo? Veja como organizar as contas para acabar de vez com a dúvida:

Como saber se a minha empresa está ganhando ou perdendo dinheiro?

Costumo dizer que empreender é um “ato de heroísmo”, pois requer o enfrentamento de desafios cotidianos. Não basta ter uma ideia inovadora e buscar todas as possibilidades para colocá-la em prática. Ao iniciar as atividades, surge o desafio de mantê-lo sustentável, bem como avaliar se o investimento tem atendido o retorno financeiro esperado.

Eis outro desafio: ter domínio sobre a gestão financeira para saber se estamos ganhando ou perdendo dinheiro. Sugiro, então, que o empreendedor tenha em mente quatro ações primordiais: organizar, disciplinar, criar e equilibrar.

Organizar

Na gestão financeira de uma empresa, organizar é fundamental para manter o controle. É essencial saber o dinheiro que entra e o que sai. Pequenas ações e simples ferramentas podem ser úteis para que isso ocorra.

Não necessariamente o empreendedor deve investir em softwares avançados para isso. Uma simples planilha de Excel, alimentada no cotidiano, pode se mostrar uma “santa ajuda”, para saber se a empresa está no azul ou no vermelho.

Ainda sobre organizar, o fluxo de caixa é o controle de entradas e saídas de dinheiro em determinado período de tempo. Todas as movimentações como receitas, despesas, contas a pagar, contas a receber, empréstimos e outros investimentos devem ser explicitados na organização desse fluxo.

Disciplinar

Dessa forma é necessário se disciplinar para atualizá-lo. Sugiro que essa atualização seja diária, pois dessa forma você manterá domínio e controle sobre os registros financeiros do seu negócio.

A disciplina permite analisar em qual momento o empreendedor pode tomar a decisão de investir ou não em atitudes voltadas à melhoria da saúde financeira do seu negócio, pois tem total domínio sobre receitas e despesas.

Criar

Cria-se, portanto, um fluxo de informações precisas para a gestão. Portanto:

a) Crie a disciplina de controlar o fluxo de caixa, independentemente do seu tipo de negócio. Esse controle pode ser diário, semanal, quinzenal ou mensal. Determine isso como tarefa cotidiana de gestão financeira para não perder o controle sobre os registros.

b) Crie categorias de receitas e despesas, diferenciando-as inclusive nas planilhas de controle. Uma ideia simples é utilizar cores para cada categoria, para fácil identificação na contabilização do fluxo de caixa.

c) Crie identificações de movimentações financeiras por período, pois dessa forma é possível saber quais os períodos de cada receita e despesa e suas eventuais previsões de pagamentos e recebimentos.

d)  Crie registros de contas a pagar com as despesas operacionais, para assim consolidar o saldo do seu caixa, provisionando o saldo futuro, inclusive com as expectativas de investimentos.

e) Crie  registros de contas receber, categorizando-os por tipo de serviço ou produto resultante da venda ou pela forma de pagamento (à vista ou à prazo), assim você tem a previsão do dinheiro que entrará no caixa.

Equilibrar

E por fim, empreendedor, equilibrar as receitas e despesas é o caminho para ter o retorno financeiro esperado para seu negócio. Talvez esse seja o seu maior desafio para manter a sustentabilidade e o equilíbrio entre suas ações.
Fonte: Exame.com


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A importância da contabilidade para o controle patrimonial das empresas

Certamente, você já deve ter ouvido falar em controle patrimonial, mas você sabe qual é o papel do contador no controle do patrimônio da empresa?

Confira aqui como é feito esse controle e qual o impacto e a importância que esse trabalho do contabilista tem para as empresas.

O que é o controle patrimonial de uma empresa?

Ter controle patrimonial nada mais é do que estar a par da situação financeira da empresa de uma forma detalhada, através de um balanço patrimonial, que é um documento onde são reunidos vários dados e informações para analisar como anda o posicionamento da empresa em relação aos seus custos e bens, ou seja, seu patrimônio.

Como é feito o balanço patrimonial?

O balanço patrimonial é feito periodicamente por um profissional contabilista, que reúne vários dados financeiros da empresa, como, por exemplo, empréstimos, valores investidos no estoque, dívidas com fornecedores e pagamento de mão de obra, tudo isso de um determinado período, em um único documento para encontrar o valor patrimonial da empresa.

O balanço é composto por uma estrutura bem simples de três categorias de valores, são eles:

ativos: esses são os valores dos bens que a empresa possui, como, por exemplo, produtos em estoque, outras aplicações e investimentos que possam gerar retorno financeiro para a empresa no futuro; passivos: são as obrigações financeiras que a empresa possui, como, por exemplo, o salário dos funcionários, o débito com os fornecedores e quaisquer outras dívidas que a empresa tenha a pagar; patrimônio líquido: é um valor positivo que resulta da diferença entre os valores ativos e passivos, é o capital da empresa.

Resumidamente, para se ter um controle patrimonial é bem simples: basta reunir os valores ativos da empresa, subtrair pelos valores passivos e se obtém, então, o patrimônio líquido da empresa.

Qual é a importância que o profissional contabilista tem para o controle patrimonial da empresa?

Apesar de aparentar ser um processo simples, a verdade é que obter esse controle patrimonial sobre a empresa é realmente muito trabalhoso. Imagine todo o trabalho e a cautela que é necessária para calcular todo o dinheiro que entrou e saiu da empresa no período de um ano, por exemplo.

Mas esse processo, por mais trabalhoso que possa ser, é extremamente importante para a empresa para que se possa ter um controle patrimonial preciso. Só através desse controle patrimonial é possível analisar a viabilidade do negócio. Se uma empresa deixa de se atentar para esse fluxo, a conta pode acabar saindo muito cara no final, pois apenas com esse balanço é possível manter um controle de custos eficiente na empresa. Afinal, qual é a empresa que sobrevive gastando muito e lucrando pouco?

Portanto, ter um profissional qualificado para fazer esse controle patrimonial é extremamente importante para manter o negócio sempre viável. Sobrou ainda alguma dúvida a respeito da importância que tem para a empresa contar com um profissional especializado para essa tarefa?

Fonte: Sage

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Como evitar problemas com o governo na sua nova empresa


As principais dicas para evitar problemas com o governo na sua nova empresa
Escrito por Sabrina Steinecke Lawder, especialista em impostos
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Em períodos de grandes dificuldades financeiras, como 2016, ser empreendedor tornou-se uma saída para driblar a crise. Todavia, o sonho e as boas ideias do empreendedorismo podem encontrar sérios obstáculos e desafios face à burocracia e demais entraves da realidade brasileira.
Criar uma nova empresa no Brasil implica lidar com uma série de obrigações e formalidades perante os governos Municipal, Estadual e Federal. Assim, antes de iniciar essa jornada é necessário estar bem preparado.
Para ajudar nessa missão, destacamos algumas dicas para evitar problemas com o governo.
1 - Natureza jurídica da empresa: Estabelecer a natureza jurídica da empresa a ser aberta a partir dos seus objetivos de mercado, estrutura societária, número de funcionários e tipo de atividade. Neste sentido, o micro, pequeno ou médio empreendedor pode optar por iniciar suas operações como Sociedade Empresarial Limitada (LTDA), Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Empresário Individual (EI) ou Micro Empreemdedor Individual (MEI). Cada espécie societária traz vantagens e desafios jurídicos e tributários que serão enfrentados no dia a dia da empresa.
2 - Documentação: Ultrapassada essa questão, caberá ao empresário preparar todos os documentos e licenças para a abertura efetiva da empresa. Nesse momento, além da documentação pessoal e do estabelecimento sede da empresa, deverão ser providenciados todos os cadastros necessários para a nova pessoa jurídica.
Aqui, não há apenas o CNPJ e a inscrição estadual e/ou municipal. Deve-se ficar atento também às licenças e alvarás necessários, tais como licença de funcionamento e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), quando aplicável, bem como todas as taxas administrativas para a obtenção dos documentos, assim como o registro do contrato ou estatuto social no órgão competente. O prazo médio pode variar de 15 a 60 dias.
3 - Obrigações tributárias: Outro desafio a ser enfrentado está, obviamente, nas questões tributárias, previdenciárias e contábeis, que farão parte da vida cotidiana da empresa. Deixar de cumprir obrigações com o governo dá margem a irregularidades e infrações, podendo ainda gerar despesas inesperadas.
Assim, estar ciente das opções fiscais e obrigações tributárias pode afastar os olhos do governo de sua empresa. Para isso, estar bem assessorado e contar com o apoio de empresas de consultoria, contadores e advogados tornará esse fardo um pouco mais leve.
4 - Informação organizada: Ainda com relação a questões tributárias, relativamente à emissão de notas fiscais, ou ainda em relação às demais obrigações legais (Demonstrações Financeiras, Balancetes, ECF, SPED, Declarações Acessórias, etc.) possuir um bom sistema de informação com certeza auxiliará a evitar problemas com o governo, uma vez que o Brasil é líder em sistemas de tecnologia de informação agregados aos mecanismos de controle fiscais.
Os contribuintes estão sujeitos à denominada “Auditoria Virtual”, na medida em que o governo recebe do próprio contribuinte todas as informações necessárias para eventual e futura autuação. Ora, estar de acordo com os ditames e obrigações legais pode afastar o risco de futuras e desagradáveis surpresas com o Fisco, como elevadas multas e, até, o fechamento do estabelecimento.
É evidente que, além do desafio natural do empreendedorismo, ultrapassar os entraves e burocracias do governo para a criação e continuidade regular e saudável de uma nova empresa pode ser ainda mais desafiador.
O governo atua como “sócio” oculto na rotina de uma empresa. Assim, a adoção de algumas medidas e práticas desde o inicio de constituição da nova sociedade poderá implicar em mitigação ou até mesmo fim de conflitos com esse “sócio”. Lembre-se: estar em compliance com as normas estabelecidas pelo governo agrega valor ao seu negócio, uma vez que elimina riscos de autuações, algo valorizado por eventuais investidores.
Fonte:Exame.abril

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Veja cinco maneiras de evitar roubos e fraudes na sua empresa

Especialista explica como é importante verificar os antecedentes dos candidatos antes da contratação e realizar auditorias e controles

A ausência de rígidos controles internos de governança e auditorias, muitas vezes, levam as empresas a resgistrarem prejuízos em decorrência de fraudes corporativas. De acordo com o sócio da consultoria Hands-on Solutions Luis Vieira, as fraudes costumam ocorrer por causa do amplo acesso, por parte dos funcionários, a informações que deveriam ser restritas. Segundo o especialista, 1% das empresas dedica verbas para prevenção de fraude. Confira agora algumas dicas para evitar roubos e fraudes na sua empresa.

1. Verifique os antecedentes antes da contratação

Um processo de contratação consistente é fundamental para a saúde e a longevidade de um negócio, certo? Por isso, os seus proprietários devem tomar algumas medidas antes de contratar seus funcionários, entre elas, verificar os antecedentes e as referências de contato. Tomando esse tipo de atitude, você pode eliminar uma grande quantidade de potenciais empregados desonestos e evitar fraudes futuras.

2. Tenha funcionários para supervisionar informações financeiras

Outra orientação é atribuir a mais de uma pessoa o controle da contabilidade, já que há maior chances de o roubo acontecer se apenas uma pessoa tiver acesso às informações.

3. Limite o acesso dos demais funcionários a informações

Empregados devem ter acesso apenas aos dados e documentos de que precisam para fazer seu trabalho. Se alguém não precisa de acesso ao pagamento de contas e à folha de pagamento, você não deve fornecer acesso a essas informações. Coloque os controles de proteção de senha em documentos ou pastas aos quais apenas os gestores tenham acesso, orienta Luis Vieira.

4. Realize auditorias e controles

Faça revisões aleatórias e sem aviso prévio de diversas operações - dentro dos departamentos de estoque e contabilidade, bem como nas áreas de tesouraria, folha de pagamento e reembolso - para confirmar a sua legitimidade. Após as auditorias, ajuste e implemente novos controles para consertar as fragilidades identificadas.

5. Ajuste seus sistemas e processos

Certifique-se de que o sistema pelo qual passam as informações é seguro, fazendo ajustes e revisando as travas. Não adianta ter um sistema de uma grande marca ou de grande utilização mundial se os processos que o antecedem não estão estabelecidos. O sistema é uma consequência do processo, e este é consequência das pessoas.
Embora não exista um método 100% infalível para evitar fraudes em uma empresa, a adoção das medidas de segurança citadas pode diminuir significativamente as oportunidades de roubos dos funcionários.
Fonte: Economia - iG