segunda-feira, 30 de maio de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Contador, atuário e agrônomo estão entre profissões em alta, diz pesquisa
Apesar da crise, alguns segmentos do mercado continuam
oferecendo oportunidades profissionais em 2016, segundo levantamento da Wyser,
empresa especializada em recrutamento e seleção para média e alta gerência da
multinacional italiana de recursos humanos Gi Group.
As áreas financeiras, farmacêutica, agronegócios,
comercial, tecnologia da informação continuam requisitando profissionais.
Segundo avaliação da Wyser, em 2016, mais do que nunca, as empresas continuarão
optando por profissionais resilientes, com capacidade de inovar e encontrar
oportunidades de crescimento e, principalmente, gerar rentabilidade aos
negócios mesmo com poucos recursos.
"Domínio do inglês ou outra língua estrangeira,
especialização e flexibilidade para usar seus conhecimentos técnicos em outros
segmentos são características bastante procuradas hoje por empresas", diz
Otávio Granha, gerente regional da Wyser do Norte, Nordeste e Sudeste.
No entanto, outros setores mais afetados pela crise,
como a construção civil, mineração, indústrias pesada e naval e turismo, os
profissionais terão mais dificuldade para encontrar uma oportunidade ao longo
do ano. "Mas em alguns mercados, como turismo, um MBA ou pós-graduação
pode contar pontos no cargo de gerência. Já para engenheiros, a consultoria de
gestão é um campo a ser explorado", diz Granha.
Veja
profissões resistentes à crise:
Contador
- É cada
vez maior nas empresas a necessidade de corte de custos, análises
contábeis/financeiras, cálculo de rentabilidade do negócio etc. Profissionais
com inglês fluente e passagem por consultoria big four (as quatro maiores do
mundo) serão bastante demandados.
Atuário
- O
mercado de seguros, consórcios e previdência privada é um dos que mais crescem
no Brasil. Devido a poucos cursos de ciências atuariais no país, profissionais
com sólida formação técnica e acadêmica nessa área serão muito demandados nos
próximos anos.
Bioquímico/Farmacêutico
- O
mercado de Healthcare e Life Sciences é outro que vem apresentando crescimento
constante no país. Indústrias farmacêuticas, laboratórios de pesquisa avançada
e produtos de beleza e higiene pessoal demandam cada vez mais profissionais com
essa formação.
Engenheiro
Eletricista - Profissionais com essa formação podem atuar em
empresas de energia renovável, telecomunicações e projetos de expansão de redes
elétricas. Conhecimentos avançados de inglês e alemão são garantias de boas
remunerações.
Agrônomo
- Não há
crise no agronegócio. O Brasil, como celeiro mundial e inovador em pesquisa
agrícola fornece boas oportunidades, principalmente nas regiões Centro-Oeste,
Triângulo Mineiro e interior de São Paulo.
Advogado
-
Profissionais especializados na área tributária são requisitados para trabalhos
de consultoria, gerando ganhos consideráveis para as empresas. Também há uma
grande demanda por profissionais especializados na área societária, de fusões e
aquisições.
Engenheiro
de Produção - Profissionais com experiência em consultoria de
gestão, mapeamento, redesenho de processos e gestão de projetos têm sido
necessários para fortes reestruturações nas grandes empresas.
Físico
- Com
grande capacidade analítica e quantitativa, muitos físicos têm sido contratados
por empresas da área financeira, como hedge funds e mercado financeiro em
geral.
Analista
de Sistemas/Computação - Com crescimento do mercado de tecnologia da
informação (TI), profissionais com experiência em programação e habilidades
para desenvolver soluções são demandados em quantidade crescente.
Sociólogo
- Pessoas
com essa formação são cada vez mais utilizadas pelas empresas para pesquisas de
mercado, análises quantitativas de clientes e comportamento do consumidor. A
área de ciências políticas também demanda analistas de conjuntura nacional e internacional.
Dentre outras...
Fonte: ig.economia
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Lançamento do Aplicativo para Microempreendedor Individual (MEI)
A Receita Federal do Brasil e o Comitê Gestor
do Simples Nacional (CGSN) lançam o APP MEI
versões Android e iOS, destinado ao
Microempreendedor Individual (MEI).
Nele, o MEI poderá acompanhar sua situação
tributária (ver se está devedor) e gerar o DAS (documento de arrecadação) para
pagamento.
O APP MEI conta com as seguintes
funcionalidades:
1) Consultar informações sobre: CNPJ (nome,
situação, natureza jurídica, endereço
), situação e períodos de opção pelo Simples Nacional/SIMEI e situação mensal dos débitos tributários;
2) Emitir o DAS (nos meses em que a situação
estiver devedora ou a vencer);
3) Obter informações gerais sobre MEI e SIMEI
(conceitos, formalização, obrigações acessórias);
4) Fazer teste de conhecimentos sobre
microempreendedor individuais e avaliar o aplicativo.
A Resolução CGSN n. 128, que aprova o APP
MEI, foi encaminhada para publicação no Diário Oficial da União.
Fonte: Portal Contábil SC
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Autônomo, MEI, Simples? Como ganhar mais sendo freelancer
Ganhar mais, flexibilizar os horários e equilibrar a vida pessoal e profissional. Achou interessante? Essas são aspirações comuns entre os corajosos que pensam em largar o emprego com carteira assinada para ser freelancer, mas isso tem um preço. Afinal, quanto custa ser autônomo ou microempreendedor individual?
Ao largar o emprego para trabalhar por conta própria, você pode escolher se continuará como pessoa física, sendo autônomo, ou se você se tornará uma pessoa jurídica, como Microempreendedor Individual (MEI) ou empreendedor pelo regime Simples Nacional. Essa escolha determinará o volume de impostos e benefícios que você e os clientes que contratam seus serviços pagarão.
Conforme explicam os contadores, é mais barato ser pessoa jurídica do que autônomo ou assalariado, porque o governo quer que as pessoas abram empresas e saiam da informalidade. Sabe aqueles descontos todos do seu salário na empresa? Como freelancer, eles poderão ser bem menores, se você se tornar um microempreendedor individual.
Veja abaixo quanto custa ter carteira assinada, ser MEI ou trabalhar como autônomo, com base nos impostos e benefícios que você é obrigado a pagar.
1. Carteira assinada
A segurança da carteira assinada custa caro. Com ela, você paga todo mês 11% do seu salário para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), como explica o contador José Maria Chapina, presidente da Seteco Contabilidade e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo.
Além disso, você também tem o Imposto de Renda (IR) descontado do seu salário mensal pela tabela progressiva, cujas alíquotas variam entre 7,5% e 27,5%, de acordo com a sua renda (veja o desconto aplicado em cada faixa de renda).
Você também custa para a empresa que o contratou. Ela paga todo mês 20% do seu salário para o INSS, 1% para o seguro de acidente de trabalho, 5,8% para terceiros (como Sesi, Senai e Sesc) e 8% de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
2. Microempreendedor Individual (MEI)
Percebeu como ter carteira assinada tem seu preço e se sentiu estimulado a ser freelancer? Antes de tomar essa decisão, lembre que, ao trabalhar por conta própria, você não terá benefícios como plano de saúde da empresa, férias remuneradas, 13º salário e seguro desemprego.
Mas, como MEI, você é isento de IR e paga apenas 49 reais por mês como prestador de serviços, destinado ao INSS e ao Imposto sobre Serviços (ISS), que vai para os municípios. A lei também obriga contadores a oferecerem seus serviços de graça para quem é MEI.
Além disso, você terá um registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita o pedido de empréstimos em bancos e a emissão de notas fiscais. Outra vantagem é que a empresa que contrata o MEI não paga nada além do serviço prestado, o que pode se tornar um diferencial no mercado em relação aos freelancers autônomos (pessoa física), que custam caro para quem os contrata.
“É muito mais vantajoso ser MEI. As portas vão se abrir, não falta trabalho para quem é pessoa jurídica”, diz a consultora tributária Elvira de Carvalho, da King Contabilidade.
Para ser MEI, é preciso ter uma das atividades profissionais listadas aqui e ganhar até 60 mil reais por ano (5 mil reais por mês, em média).
Quem ganha mais do que 60 mil reais ao ano como freelancer não pode ser MEI e se enquadra como empreendedor pelo regime Simples Nacional. Por esse regime tributário, você paga 6% sobre seus rendimentos, e a empresa que o contrata não paga nada além dos seus serviços.
3. Autônomo
Ser autônomo é a forma de relação de trabalho mais cara para freelancers. Você poderá dar recibos pelos seus serviços apenas ao se inscrever na prefeitura, mas isso custa caro. Como autônomo inscrito, além de pagar 11% de INSS sobre seus rendimentos e o IR pela tabela progressiva, você também é obrigado a arcar todo mês com 5% de ISS sobre sua renda.
Para as empresas, você também é muito mais caro do que se fosse MEI, porque elas precisam recolher 20% de INSS sobre o pagamento dos seus serviços. “É por isso que as empresas preferem trabalhar com pessoas jurídicas. Autônomos custam caro”, explica Elvira.
Há ainda a opção de ser autônomo e prestar serviços informalmente, sem ser inscrito na prefeitura. Esse modelo de contratação, no entanto, está em processo de extinção, porque a empresa corre o risco de sofrer processos trabalhistas. “Se o autônomo provar que prestava um serviço contínuo, é possível entrar na Justiça para reconhecer o vínculo empregatício”, diz Elvira.
Nesses casos, a empresa também desconta do pagamento 20% de INSS, IR pela tabela progressiva e 5% de ISS.
Como explica Elvira, autônomos não inscritos podem contribuir por conta própria com o INSS, pagando 11% de um ou mais salários mínimos por mês por meio de um carnê. Nesse caso, é preciso avisar a empresa, para ela não descontar os 20% de INSS do seu pagamento.
Simulação
Para entender o quanto você ganha ou perde com cada um desses formatos de relação de trabalho, a pedido de EXAME.com, o contador José Maria Chapina, da Seteco Contabilidade, preparou uma simulação dos descontos, com base em três rendimentos mensais diferentes. Veja:
| Tipo de relação de trabalho | Empregado com carteira assinada | Microempreendedor individual | Empreendedor pelo Simples Nacional | Autônomo |
|---|---|---|---|---|
| Encargos | 11% de INSS + IR | Contribuição MEI* | 6% pelo Simples Nacional | 11% de INSS + IR + 5% de ISS |
| Total de descontos em uma renda de R$ 2.500 | R$ 299,08 | R$ 49 | R$ 150 | R$ 424,08 |
| Total de descontos em uma renda de R$ 5.000 | R$ 904,39 | R$ 49 | R$ 300 | R$ 1.154,39 |
| Total de descontos em uma renda de R$ 10.000 | R$ 2.294,53 | R$ 49 | R$ 600 | R$ 2.794,53 |
*R$ 49 é o valor da contribuição MEI para prestadores de serviço. O valor máximo é R$ 50, para comerciantes.
Fonte: Exame.com
Fonte: Exame.com
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