São
necessários anos de estudo e preparação para prestar serviços com qualidade e
seriedade, mas nem sempre os mesmos são valorizados pelos consumidores. Será
que os clientes não sabem selecionar o que precisam ou o prestador de serviço é
inábil para informar seus atributos?
Para
responder a este questionamento é necessário aprofundar o conhecimento de
alguns termos que ainda provocam grande confusão entre os responsáveis pela
precificação, sendo que os principais em relação à formação do preço de venda
são o lucro, mark-up, preço, custo e valor.
Esta
“salada” de termos muitas vezes dificulta a compreensão da mensagem que
realmente se pretende transmitir o não entende a informação recebida. Observe o
caso corriqueiro do empresário que afirma praticar lucro de 100%. Quem conhece
minimamente sobre custos e formação de preço de venda sabe que é impossível
lucro de 100%. Provavelmente a afirmação refere-se ao mark-up de 100%, ou seja,
a mercadoria que custa R$ 30 é vendida por R$ 60. Veja que nesta confusão nem
foi abordado o valor da mercadoria.
É
necessário conhecer o significado correto de cada termo para executar com
perfeição, pesquisar de forma adequada e quando for comunicar que passe as
informações precisas.
Vamos entender o significado das expressões:
Vamos entender o significado das expressões:
Custo,
numa definição bastante simplificada, são todos os gastos, diretos e indiretos,
necessários à execução de um serviço, à fabricação de um produto ou ainda à
aquisição de uma mercadoria para colocar na prateleira, ou seja, vender.
Preço é a expressão monetária que o fornecedor
atribui e aceita trocar pelo serviço ou produto. Comumente chamado de preço de
venda, talvez ficasse melhor se batizado de preço de troca.
Valor
pode ser considerado a soma dos atributos percebidos, pelo consumidor, em um
serviço ou produto, de acordo com as várias alternativas disponíveis. Exemplo
simples: a nota de R$ 1, cujo preço é R$ 1, mas o valor percebido por
colecionadores pode chegar a R$ 200, e vir a ser o novo preço do produto. Quem
define o valor é o cliente e ele nunca está errado.
Quando
o cliente não identifica valor que atenda ao “preço da etiqueta” pelo serviço
ou produto, proporá pagar menos ou irá buscar outro fornecedor. É possível
ajudar os clientes ou prospects a reconhecer valores anteriormente não percebidos,
mas para isso é necessário estabelecer um canal de comunicação adequado.
Mostrar os riscos que ele incorrerá se não buscar um profissional capacitado é
uma forma de valorização do trabalho.
Outra
possibilidade, conforme o amigo Robertto Assef em seu livro “Gerência de
preços”, é acrescentar atributos de diferenciação aos produtos ou construir
algumas vantagens competitivas que não sejam tão trivialmente copiáveis, se
possível enfatizando as desvantagens e os riscos dos produtos de baixos preços.
Serviços e produtos de alto valor poderão ter
preços maiores e, por consequência, melhorar o lucro.
Fonte:
www.gilmarduarte.com.br


