sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A IMPORTÂNCIA DE UM BOM PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

ENÉZIO CORREIA CHAVES NETO, Contador do escritório AME CONTÁBIL - Assessoria, Consultoria, Curso e Treinamento; Pós-graduado em Contabilidade e Planejamento Tributário pelo FSA e Bacharel em Ciências Contábeis pelo CESVALE.

Hoje em dia nos mais variados tipos de empresas, um planejamento tributário pode influenciar tanto de forma positiva como negativa no desempenho e na saúde financeira de uma empresa. Ao considerarmos que em nosso País existe umas das mais altas cargas tributárias do mundo, um planejamento tributário feito corretamente pode acarretar em uma economia tributária considerável, reduzindo os encargos a serem recolhidos aos cofres públicos e mantendo o capital economizado na empresa, ou um planejamento mal feito que causaria pagamentos desnecessários e indevidos ao fisco, aumentando os custos fiscais. A carga tributária em nosso País pode alcançar a marca de 33% do PIB no final deste ano, segundo o DCI - Diário Comércio Industria & Serviços, São Paulo, e pode ser agravada com o aumento das alíquotas do PIS/COFINS sobre os combustíveis, no qual influenciam diretamente e indiretamente para o aumento de preços de diversos setores, tornando cada vez mais alta a tributação sobre o contribuinte.

Sabe-se que os impostos, taxas e contribuições representam uma parcela notável dos custos nas empresas ao longo de sua existência, se não a maior. Com a crescente concorrência do mercado e a globalização da economia, torna-se quase que obrigatório a diminuição dos custos e despesas de uma empresa a fim de enxugar ao máximo para manter-se no mercado e, com o planejamento tributário adequado pode-se obter uma economia significativa, obedecendo a legislação.

 A Forma de planejamento para economia tributária que se baseia de forma lícita, por meio do conhecimento da legislação tributária vigente e obedecendo o ordenamento jurídico é a chamada elisão fiscal, que permite minorar os custos fiscais gastos pela entidade. Logo um bom profissional que atua na área tributária deve estar sempre atento às constantes mudanças na legislação, pois no momento atual de recessão do País, se tornam ainda mais frequentes.

Os altos encargos afetam diretamente a economia, pois são os contribuintes que suportam toda essa carga tributária em forma de tributos pagos a União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. Se o contribuinte não vai bem, consequentemente a economia do País também não, então para que possa ser suportado tamanha carga, é preciso um bom planejamento tributário a fim de amenizar tantos tributos pagos pelo contribuinte, fazendo com que o capital a ser economizado por meio do planejamento, possa ser reinvestido, alavancando o negócio, a economia e o País.

O planejamento tributário inicia-se com a escolha do melhor regime de tributação em que a empresa se adeque, se pelo lucro presumido, real ou simples. É muito importante que a escolha do regime de tributação seja feita de forma consciente e correta, pois feita a escolha, em regra a forma de tributação só poderá ser alterada no ano subsequente. Também é de extrema importância fazer anotações de algumas atividades da empresa durante o ano, como por exemplo as compras de mercadorias, na qual deve se verificar por qual alíquota de ICMS a mercadoria está sendo adquirida, pois poderá ser adquirida de outro fornecedor com uma alíquota menor. Dentre outros setores que devem ser observados e analisados com extrema cautela para que a economia tributária realmente aconteça.

Portando deve-se atentar bastante para o planejamento tributário adequado nas empresas, a fim de possuir com esse método, uma empresa enxuta e livre de pagamento de tributos indevidos e desnecessários, favorecendo assim as empresas que já tanto pagam para manter-se no atual mercado.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Cresce a formalização de trabalhadores por conta própria no Brasil



O número de formalizações de trabalhadores como Microempreendedor Individual (MEI) aumentou 14,9% nos últimos 12 meses, segundo dados do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho. Até 31 de maio, 7.119.291 trabalhadores estavam inscritos como

O número de formalizações de trabalhadores como Microempreendedor Individual (MEI) aumentou 14,9% nos últimos 12 meses, segundo dados do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho. Até 31 de maio, 7.119.291 trabalhadores estavam inscritos como MEI.
De acordo com o Observatório Nacional do Mercado de Trabalho, o percentual de trabalhadores por conta própria que contribuem para a Previdência Social passou de 23,1% em 2012 para 31,2% em 2016. “Esse aumento pode estar relacionado ao crescimento de trabalhadores optantes pelo MEI”, afirma o secretário de Política Pública de Emprego (SPPE), Leonardo Arantes.
Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a regularização contribui para o crescimento econômico e ainda assegura benefícios sociais para os trabalhadores. Com a formalização, os microempreendedores garantem acesso a benefícios como auxílio-maternidade, auxílio-doença e aposentadoria.
“O MEI é uma alternativa para quem trabalha por conta própria e não está assegurado pelo sistema público de Previdência. Com a formalização, ele poderá contar com garantias importantes em caso de imprevistos no futuro”, observou Ronaldo Nogueira.
Segmentos
Os segmentos econômicos que mais atraem os microempreendedores brasileiros são comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (34,7%); outras atividades de serviços (13,2%); indústria de transformação (11,3%); alojamento e alimentação (11,2%); e construção (9,7%).
No comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas há 2.393.244 trabalhadores cadastrados no MEI; na indústria de transformação, 909.735; em alojamento e alimentação, 776.936; e na construção, 668.856.
Além de direitos previdenciários, o profissional cadastrado no MEI pode emitir nota-fiscal, abrir conta bancária e fazer empréstimo bancário. Ele pode ainda ter um funcionário registrado, que não pode ganhar menos de um salário mínimo ou o piso da categoria.
Estados
Os trabalhadores por conta própria paulistas optantes pelo MEI estão no topo do ranking que mais se formalizaram em 2017. Dos aproximadamente 7,1 milhões de microempreendedores, 1.840.078 são de São Paulo (25,8% do total), seguido pelo Rio de Janeiro, com 870.145 mil (12,2%), em Minas Gerais, 786.703 pessoas.
Quem pode
O microempreendedor individual é voltado para a pessoa que trabalha por conta própria e quer se legalizar como pequeno empresário. Ele nãopode ter faturamento anual superior a R$ 60 mil.
Para ter acesso a todos os benefícios, o trabalhador tem pagar apenas um valor fixo mensal. A contribuição varia a depender do setor. Para o comércio ou indústria, é fixado em R$ 47,85. No caso dos prestadores de serviços, R$ 51,85; para comércio, indústria e prestação de serviços, e R$ 52,80. O optante do MEI fica isento de tributos federais como imposto de renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL.
Total de Empresas Optantes no SIMEI em 31/05/2017, por Unidade da Federação
UFTotal Optantes%
Total Optantes7.119.432100,0%
SP1.840.07825,8%
RJ870.14512,2%
MG786.70311,1%
RS419.3045,9%
BA417.2975,9%
PR408.6505,7%
SC260.8643,7%
GO253.9123,6%
PE231.2753,2%
CE230.1343,2%
ES185.3492,6%
PA172.3732,4%
DF132.0221,9%
MT130.5701,8%
MS102.6901,4%
PB99.2891,4%
RN94.2081,3%
MA93.7351,3%
AL76.5101,1%
AM65.3240,9%
PI60.4800,8%
TO53.6060,8%
RO46.2330,6%
SE44.8740,6%
AC16.9370,2%
AP14.5520,2%
RR12.3180,2%
Fonte: Portal do Empreendedor – MEI
TOTAL DE MEIs, POR SEÇÃO CNAE, BRASIL – 2017
Descrição Seção CNAETotal%
COMÉRCIO; REPARAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS2.393.24434,7%
OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS909.73513,2%
INDÚSTRIAS DE TRANSFORMAÇÃO776.93611,3%
ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO771.23611,2%
CONSTRUÇÃO668.8529,7%
ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS E SERVIÇOS COMPLEMENTARES333.5264,8%
TRANSPORTE, ARMAZENAGEM E CORREIO310.8344,5%
ATIVIDADES PROFISSIONAIS, CIENTÍFICAS E TÉCNICAS280.9984,1%
EDUCAÇÃO180.5412,6%
ARTES, CULTURA, ESPORTE E RECREAÇÃO91.1081,3%
INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO82.0011,2%
SERVIÇOS DOMÉSTICOS43.2090,6%
SAÚDE HUMANA E SERVIÇOS SOCIAIS26.6480,4%
ÁGUA, ESGOTO, ATIVIDADES DE GESTÃO DE RESÍDUOS E DESCONTAMINAÇÃO17.5270,3%
AGRICULTURA, PECUÁRIA, PRODUÇÃO FLORESTAL, PESCA E AQÜICULTURA5.6830,1%
INDÚSTRIAS EXTRATIVAS320,0%
ATIVIDADES FINANCEIRAS, DE SEGUROS E SERVIÇOS RELACIONADOS100,0%
ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS40,0%
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEFESA E SEGURIDADE SOCIAL10,0%
Fonte: Ministério do Trabalho

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Como escolher um contador ideal?


Diz uma velha expressão que todo bom administrador precisa ter ao seu lado um excelente advogado e um exímio contador. Mas como fazer para escolher um contador ideal? O que um bom contador precisa fazer?

O sucesso de uma empresa com certeza pode ser medido pela qualidade do profissional de contabilidade, cujo principal objetivo é auxiliar em decisões estratégicas. É por isso que um bom contador não faz apenas os cálculos para averiguar a situação financeira da empresa.
Ele faz muito mais que isso. Ele precisa criar relatórios e demonstrativos recorrentes que vão gerar uma análise de contas com dados essenciais para você tomar decisões assertivas. Para tanto, o contador precisará provar, também, uma grande capacidade analítica para argumentar e orientar o empreendedor a reagir aos diferentes cenários possíveis, de acordo com a realidade da empresa.
E isso vale tanto para encontrar as melhores opções de investimentos como também para minimizar impostos e verificar seu preço de venda e margem de lucro. Mas, sobretudo, um bom contador precisa ser transparente e ter uma relação muito franca contigo. Ele tem que ter a confiança para poder sugerir melhorias e explicar com convicção todos os prazos, cálculos e processos, sempre dando um motivo de cada orientação.

Estabeleça critérios

Além de atender os requisitos acima, o contador ideal vai ter que atender alguns critérios que podem variar de empresa para a empresa. O primeiro deles é a disponibilidade. Você deve se perguntar se ele pode efetuar serviços adicionais e se ele utiliza canais de comunicação ágeis.
Contadores que utilizam a Plataforma Sage, por exemplo, conseguem gerenciar seu escritório contábil completamente online, centralizando todos os processos na nuvem para reduzir o custo operacional. Ademais, todos os processos ficam organizados de uma maneira que o cliente pode visualizar as pendências e visualizar as guias a vencer diretamente no painel de controle.
Talvez um dos pontos mais importantes na hora de usar critérios para decidir um contador ou escritório de contabilidade seja o alinhamento com o seu tipo de negócio. Você precisa analisar se o perfil do contador bate com o da sua empresa em estrutura, quantidade de clientes e quantidade de colaboradores. Será que ele tem experiência com o setor em que você atua? Esta pergunta deve ser feita sempre.
É claro que um bom contador precisa ainda estar atualizado em diversas áreas além da contábil, como também a trabalhista e legislativa. As leis mudam com muita frequência, ainda mais no Brasil, portanto estar antenado nas novidades é um diferencial que você pode buscar. Existem vários programas de qualidade ou certificados (como o ISO e o PQEC) que podem ajudar os contadores a se destacar no mercado.

O que mais levar em consideração?

Depois de entender a importância da escolha de um contador e de estabelecer alguns critérios, recomendamos que você se atente a alguns pontos relevantes antes de escolher o seu contador:

CRC

Verifique se o contador ou escritório de contabilidade está registrado no Conselho Regional de Contabilidade. É somente com este registro que o profissional estará legalmente habilitado para exercer sua profissão.

Valores Adicionais

Tenha em mãos uma cópia do contrato para verificar a possibilidade de serviços adicionais serem realizados e quanto eles vão custar caso a sua empresa necessite. Consulte ainda os honorários cobrados para ver se os valores atendem às necessidades e demandas da sua empresa. Um bom escritório e um bom contador não vão cobrar barato, porém você precisa ter certeza que o valor é justo analisando os serviços prestados.

Tecnologia e comunicação

Tome conhecimento dos canais de comunicação, disponibilidade e ferramentas utilizadas, para conferir e analisar os modelos de relatórios que serão entregues. Portanto, saiba o quão atualizado está o prestador de serviço e se ele atende suas necessidades.

Integração de sistemas

Verifique se os dados e os protocolos fornecidos pelo contador podem ser integrados diretamente com o seu sistema, agilizando todo o processo e reduzindo custos.

Estabeleça consultas periódicas

Contadores organizados estabelecem uma agenda conjunta com datas pré-definidas para enviar documentos e boletins informativos, comunicando mudanças na legislação e debatendo saídas estratégicas para tomar boas decisões. Tenha certeza que você terá um calendário disponível para se comunicar com frequência.

Zele pela transparência e confiança

Qualquer relação perdura com confiança e clareza de comunicação. E isso não é diferente na sua relação com profissionais de contabilidade. Tenha em mente que estes profissionais terão acesso à situação econômica da sua empresa e, por consequência, precisam ser extremamente éticos e respeitar a troca de informações confidenciais.
Via sage

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Contabilidade social: o papel do contador junto às pequenas empresas

Se você torce o nariz ao ouvir falar em empreendedorismo social, talvez este seja o momento de ampliar seus conhecimentos e rever conceitos. Ao estar ao lado dos pequenos empreendedores, você pratica a contabilidade social e não abandona o lucro, como se poderia imaginar. Ao contrário disso, se coloca como parceiro e fomenta o próprio crescimento.

A hora e vez da contabilidade social

Ao pesquisar sobre contabilidade social, você irá se deparar com diferentes conceitos. Entre eles, a contribuição do contador para que a empresa atendida se posicione no mercado de maneira sustentável. Mais do que as finanças, esse tipo de abordagem foca no comportamento do empreendimento e nas consequências dele sobre a sociedade e o meio ambiente.
Para um pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), no entanto, a contabilidade social vai além. Não se trata somente do que o contador faz pela empresa, mas também a quais empresas ele atende.
Em sua pesquisa de mestrado, o contador William Martins de Gouveia destacou a necessidade de prestar mais atenção aos pequenos negócios. Ele aponta três razões principais para defender a maior aproximação da contabilidade com as empresas desse porte:
  • Geram a maior parte dos empregos no país
  • Respondem por uma importante parcela do PIB (Produto Interno Bruto)
  • Influenciam diretamente a comunidade em torno da qual atuam.
As contribuições de Gouveia sobre o tema foram alvo de reportagem no Jornal da USP – veja a íntegra neste link. No texto, ele defende que o momento pede o maior envolvimento de contadores com esse perfil de empresas. É a hora de incentivar a contabilidade social.
Os resultados da sua pesquisa acabaram por reforçar o que já se sabe sobre a fragilidade na gestão de pequenos negócios, que não raro culminam no fechamento precoce de empresas. Entre as deficiências verificadas por Gouveia, estão:
  • Abertura de empresa sem planejamento para sobreviver e crescer
  • Ausência de formação em administração ou gestão de negócios
  • Instabilidade financeira e incapacidade de gerar lucro
  • Predomínio de empresas com pouco tempo de mercado (a mais antiga tinha oito anos).
Agora, caro contador, analise as carências apontadas e responda: você pode ajudar a reverter esse cenário? Se a resposta for sim, faça mais uma reflexão: está você ou não diante de umaoportunidade de fazer o bem e crescer junto de novos clientes?
Nunca é demais lembrar que, ao seguir por esse caminho, você estará se especializando nosegmento mais numeroso do mercado, que concentra a maioria das empresas do país.

Como crescer ao lado do pequeno empreendedor

Um aspecto muito interessante destacado por Gouveia em sua pesquisa de mestrado é o que motiva pequenos empreendedores. Muitos deles decidem abrir um negócio próprio também por acreditarem que farão algo pelo bem da comunidade à sua volta.
Ou seja, além da importância das pequenas empresas para a economia, há também esse aspecto social sobre o qual estamos falando neste artigo. O problema é que muitas ideias acabam abreviadas em razão do desconhecimento do gestor a respeito do que fazer para manter o negócio em pé.
Se essa condição está muito mais para regra do que para exceção nas empresas brasileiras, como observado por Gouveia e outros estudos já publicados, nada mais justo que o contadorinvista na contabilidade social, possibilite aos pequenos negócios sobreviver e cresça junto com eles.

Vença preconceitos

O empreendedorismo social tem o mesmo fim lucrativo que qualquer empresa. Não é por que você atende a um negócio social ou se transforma em um que deixa de ganhar dinheiro. Ser financeiramente recompensado por fazer o bem, inclusive, gera ganhos em dobro.

Acabe com mitos

A pesquisa de Gouveia trouxe apontamentos semelhantes ao recente estudo divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que já foi destaque aqui no blog. Muitos empreendedores de menor porte veem o contador apenas como alguém que o ajuda a prestar contas com o Fisco. Um emissor de guias que só calcula, mas não orienta.
Cabe a você atacar essa visão equivocada. Não sabe como? Mostre o seu valor.

Mostre seu valor ao cliente

O entendimento falho sobre o seu trabalho não é culpa apenas do cliente. É importante fazer uma autocrítica. Se pergunte sobre o que cabe a você para que ele o veja como um verdadeiro parceiro e perceba valor nos seus serviços.
É necessário que o cliente identifique vantagens ao ter o contador ao seu lado. E isso pode se dar na elaboração de um plano de negócios ou de ajustes na estratégia. Pode também aparecer no planejamento tributário, ao pagar menos impostos.
Nunca esqueça, também, do seu papel para melhorar a empresa do ponto de vista financeiro. O seu trabalho é fundamental para que pequenos empreendedores possam ter subsídios para a tomada de decisão no negócio.

Esteja próximo dos pequenos negócios

Quando o contador faz apenas o básico, ele acaba tendo pouco contato com o empresário. Há alguns e-mails trocados, raros telefonemas e quase nunca ocorre uma visita à empresa. Resumindo: a relação é de distanciamento, não de proximidade.
É preciso se mostrar envolvido com a empresa desde o início, interessado no seu projeto e disposto a contribuir efetivamente com seus resultados. Não espere o cliente pedir sua opinião; deixe claro qual o valor dela antes disso.

Ramo da contabilidade social ainda é emergente

O desconhecimento do pequeno empresário sobre o papel relevante do contador é só um dos obstáculos impostos à contabilidade social no Brasil. Embora aposte no segmento como um mercado promissor, Gouveia cita dificuldades encontradas na própria pesquisa. A carência de informações na literatura a respeito é uma delas.
A visão é a mesma exposta no artigo da contadora Maria Lúcia Deitos, especialista em Contabilidade Gerencial, no qual aborda a necessidade do profissional contábil conhecer as especificidades das pequenas empresas. A autora defende a ampliação dos estudos, considerando que a literatura atual ainda está muito dirigida ao segmento das grandes empresas.
Para você, contador, o recado mais relevante é saber que aquele que perceber o valor da contabilidade social antes dos concorrentes sai ganhando. Que tal correr na frente?
Fonte:blogcontaazul