quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Não está no último lote do IR? Veja o que fazer se ficou na malha fina

Quem não entrou no sétimo e último lote de restituições do Imposto de Renda de 2015 (ano-base 2014) caiu na malha fina. Para saber se teve a restituição liberada, o contribuinte pode acessar o site da Receita (http://zip.net/bsn4Jn) ou ligar para o Receitafone, no número 146.

O que fazer se a sua não estiver no lote? "Teoricamente, até dezembro todas as restituições que não apresentam problemas já deveriam estar processadas", diz o supervisor regional do Imposto de Renda da Receita Federal em São Paulo, Valter Koppe. "Sendo assim, é possível afirmar que quem não está no último lote caiu na malha fina."
Koppe lembra que quem retificou a declaração depois da segunda quinzena de novembro também só irá receber a restituição no ano seguinte, por falta de tempo para o processamento da declaração.
Se o contribuinte informou um dado errado ou omitiu informações, como não incluir rendimentos de dependentes, automaticamente a declaração fica presa. Basta um número digitado errado para cair na malha.

Ideal é corrigir os erros o quanto antes e evitar multas

Se sua restituição caiu na malha fina, o ideal é se antecipar à intimação da Receita e tentar regularizar sua situação.
Valter Koppe aconselha o contribuinte a identificar o erro e retificar a declaração de maneira espontânea. 
Se o erro for grave, como omitir rendimentos tributáveis recebidos (aluguel, salário, pensão alimentícia ou mesmo inclusão de despesas dedutíveis indevidas, como gastos com educação e saúde sem comprovação), o resultado pode ser um processo de fiscalização da Receita Federal.
Quando a Receita inicia uma fiscalização, o contribuinte perde o direito de retificar o IR espontaneamente e fica sujeito à cobrança de multa, que varia de 50% a 225% sobre o imposto devido, além de não obter a restituição do IR. 

Como verificar os erros?

É possível consultar, via internet, quais as pendências existentes no documento entregue e suas possíveis causas. Há basicamente duas situações para resolver essas pendências:

1) Erro na declaração ou informações incompletas

Se a declaração apresenta informações incorretas ou incompletas, o contribuinte deve, o quanto antes, providenciar a retificação do documento, enviando um novo formulário com os dados corrigidos. É possível seguir este procedimento utilizando a retificação online ou utilizando o próprio programa da declaração. 
Mas é preciso ficar atento, pois não é possível retificar a declaração após início do procedimento de fiscalização da Receita. Portanto, quanto antes providenciar as correções, melhor.

2) Documento gerou dúvida, mas não há erro

Se a declaração foi retida na malha fina, mas o contribuinte tem certeza de que não há erros, basta aguardar o Termo de Intimação ou a Notificação de Lançamento da Receita Federal.
Ele também pode agendar atendimento para levar os documentos à Receita e provar que está certo. O agendamento é exclusivamente pela internet e só poderá ser feito a partir de janeiro de 2016, pelo site da Receita http://zip.net/bvsv6w (no momento, o link "agendar pela internet" não está funcionando, só em janeiro).
A exceção, segundo Koppe, são as pessoas que têm direito ao recebimento preferencial das restituições, tais como pessoas acima de 60 anos, portadores de moléstias graves ou deficiência. Se esses contribuintes não receberam a restituição e consideram que suas informações estão corretas, podem agendar o atendimento no próprio ano.
Nesse caso, porém, o contribuinte que tem direito deverá comparecer até um posto da Receita para solicitar o atendimento. Confira o endereço dos postos da Receita neste link: http://zip.net/brrkTL.

Notificação é diferente de aviso de pendências

Antônio Teixeira Bacalhau, coordenador do Imposto de Renda da IOB/Sage, afirma que o contribuinte não deve confundir a notificação de Lançamento da Receita Federal com o aviso de pendências do portal e-CAC.
O aviso de pendências permite que o contribuinte identifique possíveis problemas na sua declaração e faça a retificação das informações de forma espontânea, sem pagar multa.
Já a notificação de lançamento que a Receita emite já vem com a multa, pois foi identificado um problema com a declaração. "Nesse caso, o contribuinte tem o prazo de 30 dias para se defender, mostrando que a declaração está correta ou pagando os valores cobrados", diz.

Extrato online

Para acompanhar o andamento da declaração e usar os serviços mencionados, basta acessar o Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC) (link encurtado e seguro: http://zip.net/bxp7kj) e informar seu CPF, código de acesso e senha.
O código de acesso é gerado no próprio site (veja o passo a passo: http://zip.net/bssv1c). É preciso ter em mãos o número do CPF e os recibos de entrega da declaração dos dois últimos anos. Com essas informações, é possível acessar o sistema e consultar o extrato detalhado.
O limite de prazo para verificar cada declaração é de 5 anos. Passado esse período, nem a Receita pode cobrar débitos em atraso nem o contribuinte pode exigir o pagamento de restituição que ficou para trás.

Principais problemas que levam o contribuinte à malha fina

Em 2015, mais de 600 mil declarações caíram em malha. Os principais motivos foram omissão de rendimentos e o lançamento de despesas dedutíveis.
 
Segundo Koppe, os principais problemas que costumam levar o contribuinte à malha fina são os seguintes:
 
1) Omissão de rendimentos 
 
Omitir rendimentos tributáveis tais como salário de dependentes, aluguel, pensão alimentícia ou aposentadoria, por exemplo, é o principal motivo que leva os contribuintes à malha fina todos os anos.
 
2) Despesas
 
Não lançar todas as despesas realizadas no ano, como aluguel pago, por exemplo, ou não respeitar as regras para dedução de despesas, como gastos com médicos ou educação.
 
3) CPF/CNPJ
 
Não lançar ou lançar incorretamente o CPF ou CNPJ de fontes pagadoras, tanto do titular da declaração quanto dos dependentes.
 
4) Divergência
 
Divergência de informações entre fonte pagadora e o contribuinte. Se a empresa informou de forma errada os dados, é preciso pedir que corrija o informe para a Receita Federal.
 
5) Dinheiro
 
Não lançar aplicações financeiras, como capital em Bolsa de Valores.

Fonte: http://economia.uol.com.br/

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Como saber se a minha empresa está ganhando ou perdendo dinheiro?

Você tem ideia se o seu negócio dá lucro ou só prejuízo? Veja como organizar as contas para acabar de vez com a dúvida:

Como saber se a minha empresa está ganhando ou perdendo dinheiro?

Costumo dizer que empreender é um “ato de heroísmo”, pois requer o enfrentamento de desafios cotidianos. Não basta ter uma ideia inovadora e buscar todas as possibilidades para colocá-la em prática. Ao iniciar as atividades, surge o desafio de mantê-lo sustentável, bem como avaliar se o investimento tem atendido o retorno financeiro esperado.

Eis outro desafio: ter domínio sobre a gestão financeira para saber se estamos ganhando ou perdendo dinheiro. Sugiro, então, que o empreendedor tenha em mente quatro ações primordiais: organizar, disciplinar, criar e equilibrar.

Organizar

Na gestão financeira de uma empresa, organizar é fundamental para manter o controle. É essencial saber o dinheiro que entra e o que sai. Pequenas ações e simples ferramentas podem ser úteis para que isso ocorra.

Não necessariamente o empreendedor deve investir em softwares avançados para isso. Uma simples planilha de Excel, alimentada no cotidiano, pode se mostrar uma “santa ajuda”, para saber se a empresa está no azul ou no vermelho.

Ainda sobre organizar, o fluxo de caixa é o controle de entradas e saídas de dinheiro em determinado período de tempo. Todas as movimentações como receitas, despesas, contas a pagar, contas a receber, empréstimos e outros investimentos devem ser explicitados na organização desse fluxo.

Disciplinar

Dessa forma é necessário se disciplinar para atualizá-lo. Sugiro que essa atualização seja diária, pois dessa forma você manterá domínio e controle sobre os registros financeiros do seu negócio.

A disciplina permite analisar em qual momento o empreendedor pode tomar a decisão de investir ou não em atitudes voltadas à melhoria da saúde financeira do seu negócio, pois tem total domínio sobre receitas e despesas.

Criar

Cria-se, portanto, um fluxo de informações precisas para a gestão. Portanto:

a) Crie a disciplina de controlar o fluxo de caixa, independentemente do seu tipo de negócio. Esse controle pode ser diário, semanal, quinzenal ou mensal. Determine isso como tarefa cotidiana de gestão financeira para não perder o controle sobre os registros.

b) Crie categorias de receitas e despesas, diferenciando-as inclusive nas planilhas de controle. Uma ideia simples é utilizar cores para cada categoria, para fácil identificação na contabilização do fluxo de caixa.

c) Crie identificações de movimentações financeiras por período, pois dessa forma é possível saber quais os períodos de cada receita e despesa e suas eventuais previsões de pagamentos e recebimentos.

d)  Crie registros de contas a pagar com as despesas operacionais, para assim consolidar o saldo do seu caixa, provisionando o saldo futuro, inclusive com as expectativas de investimentos.

e) Crie  registros de contas receber, categorizando-os por tipo de serviço ou produto resultante da venda ou pela forma de pagamento (à vista ou à prazo), assim você tem a previsão do dinheiro que entrará no caixa.

Equilibrar

E por fim, empreendedor, equilibrar as receitas e despesas é o caminho para ter o retorno financeiro esperado para seu negócio. Talvez esse seja o seu maior desafio para manter a sustentabilidade e o equilíbrio entre suas ações.
Fonte: Exame.com


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A importância da contabilidade para o controle patrimonial das empresas

Certamente, você já deve ter ouvido falar em controle patrimonial, mas você sabe qual é o papel do contador no controle do patrimônio da empresa?

Confira aqui como é feito esse controle e qual o impacto e a importância que esse trabalho do contabilista tem para as empresas.

O que é o controle patrimonial de uma empresa?

Ter controle patrimonial nada mais é do que estar a par da situação financeira da empresa de uma forma detalhada, através de um balanço patrimonial, que é um documento onde são reunidos vários dados e informações para analisar como anda o posicionamento da empresa em relação aos seus custos e bens, ou seja, seu patrimônio.

Como é feito o balanço patrimonial?

O balanço patrimonial é feito periodicamente por um profissional contabilista, que reúne vários dados financeiros da empresa, como, por exemplo, empréstimos, valores investidos no estoque, dívidas com fornecedores e pagamento de mão de obra, tudo isso de um determinado período, em um único documento para encontrar o valor patrimonial da empresa.

O balanço é composto por uma estrutura bem simples de três categorias de valores, são eles:

ativos: esses são os valores dos bens que a empresa possui, como, por exemplo, produtos em estoque, outras aplicações e investimentos que possam gerar retorno financeiro para a empresa no futuro; passivos: são as obrigações financeiras que a empresa possui, como, por exemplo, o salário dos funcionários, o débito com os fornecedores e quaisquer outras dívidas que a empresa tenha a pagar; patrimônio líquido: é um valor positivo que resulta da diferença entre os valores ativos e passivos, é o capital da empresa.

Resumidamente, para se ter um controle patrimonial é bem simples: basta reunir os valores ativos da empresa, subtrair pelos valores passivos e se obtém, então, o patrimônio líquido da empresa.

Qual é a importância que o profissional contabilista tem para o controle patrimonial da empresa?

Apesar de aparentar ser um processo simples, a verdade é que obter esse controle patrimonial sobre a empresa é realmente muito trabalhoso. Imagine todo o trabalho e a cautela que é necessária para calcular todo o dinheiro que entrou e saiu da empresa no período de um ano, por exemplo.

Mas esse processo, por mais trabalhoso que possa ser, é extremamente importante para a empresa para que se possa ter um controle patrimonial preciso. Só através desse controle patrimonial é possível analisar a viabilidade do negócio. Se uma empresa deixa de se atentar para esse fluxo, a conta pode acabar saindo muito cara no final, pois apenas com esse balanço é possível manter um controle de custos eficiente na empresa. Afinal, qual é a empresa que sobrevive gastando muito e lucrando pouco?

Portanto, ter um profissional qualificado para fazer esse controle patrimonial é extremamente importante para manter o negócio sempre viável. Sobrou ainda alguma dúvida a respeito da importância que tem para a empresa contar com um profissional especializado para essa tarefa?

Fonte: Sage

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Como evitar problemas com o governo na sua nova empresa


As principais dicas para evitar problemas com o governo na sua nova empresa
Escrito por Sabrina Steinecke Lawder, especialista em impostos
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Em períodos de grandes dificuldades financeiras, como 2016, ser empreendedor tornou-se uma saída para driblar a crise. Todavia, o sonho e as boas ideias do empreendedorismo podem encontrar sérios obstáculos e desafios face à burocracia e demais entraves da realidade brasileira.
Criar uma nova empresa no Brasil implica lidar com uma série de obrigações e formalidades perante os governos Municipal, Estadual e Federal. Assim, antes de iniciar essa jornada é necessário estar bem preparado.
Para ajudar nessa missão, destacamos algumas dicas para evitar problemas com o governo.
1 - Natureza jurídica da empresa: Estabelecer a natureza jurídica da empresa a ser aberta a partir dos seus objetivos de mercado, estrutura societária, número de funcionários e tipo de atividade. Neste sentido, o micro, pequeno ou médio empreendedor pode optar por iniciar suas operações como Sociedade Empresarial Limitada (LTDA), Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Empresário Individual (EI) ou Micro Empreemdedor Individual (MEI). Cada espécie societária traz vantagens e desafios jurídicos e tributários que serão enfrentados no dia a dia da empresa.
2 - Documentação: Ultrapassada essa questão, caberá ao empresário preparar todos os documentos e licenças para a abertura efetiva da empresa. Nesse momento, além da documentação pessoal e do estabelecimento sede da empresa, deverão ser providenciados todos os cadastros necessários para a nova pessoa jurídica.
Aqui, não há apenas o CNPJ e a inscrição estadual e/ou municipal. Deve-se ficar atento também às licenças e alvarás necessários, tais como licença de funcionamento e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), quando aplicável, bem como todas as taxas administrativas para a obtenção dos documentos, assim como o registro do contrato ou estatuto social no órgão competente. O prazo médio pode variar de 15 a 60 dias.
3 - Obrigações tributárias: Outro desafio a ser enfrentado está, obviamente, nas questões tributárias, previdenciárias e contábeis, que farão parte da vida cotidiana da empresa. Deixar de cumprir obrigações com o governo dá margem a irregularidades e infrações, podendo ainda gerar despesas inesperadas.
Assim, estar ciente das opções fiscais e obrigações tributárias pode afastar os olhos do governo de sua empresa. Para isso, estar bem assessorado e contar com o apoio de empresas de consultoria, contadores e advogados tornará esse fardo um pouco mais leve.
4 - Informação organizada: Ainda com relação a questões tributárias, relativamente à emissão de notas fiscais, ou ainda em relação às demais obrigações legais (Demonstrações Financeiras, Balancetes, ECF, SPED, Declarações Acessórias, etc.) possuir um bom sistema de informação com certeza auxiliará a evitar problemas com o governo, uma vez que o Brasil é líder em sistemas de tecnologia de informação agregados aos mecanismos de controle fiscais.
Os contribuintes estão sujeitos à denominada “Auditoria Virtual”, na medida em que o governo recebe do próprio contribuinte todas as informações necessárias para eventual e futura autuação. Ora, estar de acordo com os ditames e obrigações legais pode afastar o risco de futuras e desagradáveis surpresas com o Fisco, como elevadas multas e, até, o fechamento do estabelecimento.
É evidente que, além do desafio natural do empreendedorismo, ultrapassar os entraves e burocracias do governo para a criação e continuidade regular e saudável de uma nova empresa pode ser ainda mais desafiador.
O governo atua como “sócio” oculto na rotina de uma empresa. Assim, a adoção de algumas medidas e práticas desde o inicio de constituição da nova sociedade poderá implicar em mitigação ou até mesmo fim de conflitos com esse “sócio”. Lembre-se: estar em compliance com as normas estabelecidas pelo governo agrega valor ao seu negócio, uma vez que elimina riscos de autuações, algo valorizado por eventuais investidores.
Fonte:Exame.abril