terça-feira, 3 de novembro de 2015
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Quanto vale o seu serviço?
São
necessários anos de estudo e preparação para prestar serviços com qualidade e
seriedade, mas nem sempre os mesmos são valorizados pelos consumidores. Será
que os clientes não sabem selecionar o que precisam ou o prestador de serviço é
inábil para informar seus atributos?
Para
responder a este questionamento é necessário aprofundar o conhecimento de
alguns termos que ainda provocam grande confusão entre os responsáveis pela
precificação, sendo que os principais em relação à formação do preço de venda
são o lucro, mark-up, preço, custo e valor.
Esta
“salada” de termos muitas vezes dificulta a compreensão da mensagem que
realmente se pretende transmitir o não entende a informação recebida. Observe o
caso corriqueiro do empresário que afirma praticar lucro de 100%. Quem conhece
minimamente sobre custos e formação de preço de venda sabe que é impossível
lucro de 100%. Provavelmente a afirmação refere-se ao mark-up de 100%, ou seja,
a mercadoria que custa R$ 30 é vendida por R$ 60. Veja que nesta confusão nem
foi abordado o valor da mercadoria.
É
necessário conhecer o significado correto de cada termo para executar com
perfeição, pesquisar de forma adequada e quando for comunicar que passe as
informações precisas.
Vamos entender o significado das expressões:
Vamos entender o significado das expressões:
Custo,
numa definição bastante simplificada, são todos os gastos, diretos e indiretos,
necessários à execução de um serviço, à fabricação de um produto ou ainda à
aquisição de uma mercadoria para colocar na prateleira, ou seja, vender.
Preço é a expressão monetária que o fornecedor
atribui e aceita trocar pelo serviço ou produto. Comumente chamado de preço de
venda, talvez ficasse melhor se batizado de preço de troca.
Valor
pode ser considerado a soma dos atributos percebidos, pelo consumidor, em um
serviço ou produto, de acordo com as várias alternativas disponíveis. Exemplo
simples: a nota de R$ 1, cujo preço é R$ 1, mas o valor percebido por
colecionadores pode chegar a R$ 200, e vir a ser o novo preço do produto. Quem
define o valor é o cliente e ele nunca está errado.
Quando
o cliente não identifica valor que atenda ao “preço da etiqueta” pelo serviço
ou produto, proporá pagar menos ou irá buscar outro fornecedor. É possível
ajudar os clientes ou prospects a reconhecer valores anteriormente não percebidos,
mas para isso é necessário estabelecer um canal de comunicação adequado.
Mostrar os riscos que ele incorrerá se não buscar um profissional capacitado é
uma forma de valorização do trabalho.
Outra
possibilidade, conforme o amigo Robertto Assef em seu livro “Gerência de
preços”, é acrescentar atributos de diferenciação aos produtos ou construir
algumas vantagens competitivas que não sejam tão trivialmente copiáveis, se
possível enfatizando as desvantagens e os riscos dos produtos de baixos preços.
Serviços e produtos de alto valor poderão ter
preços maiores e, por consequência, melhorar o lucro.
Fonte:
www.gilmarduarte.com.br
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Atual cenário econômico valoriza profissionais da área contábil
Momento
de insegurança com o cenário econômico leva empresas a valorizar profissionais
ligados às áreas contábil, de auditoria e negociações externas. Objetivo é
otimizar recursos.
Para
enfrentar um 2015 de incertezas nos rumos que a economia brasileira vai tomar,
profissionais experientes em criar ou conduzir políticas de austeridade nos
gastos e redução de custos, sem comprometer a capacidade das empresas de
enfrentar seus concorrentes, já começam a ganhar espaço nas contratações. O outro lado dessa balança, no entanto, será mais desafiador para
quem procura emprego: o conturbado ano da Copa e das eleições decretou o fim
das propostas salariais agressivas e das polpudas bonificações.
É
com esses novos ingredientes dos processos de seleção de mão de obra
qualificada que as empresas passaram a trabalhar, segundo pesquisa realizada
pela consultoria Fesa, especializada na recolocação de executivos. Num universo
de empresas com faturamento entre R$ 120 milhões e R$ 3,5 bilhões, mantendo de
150 a 14 mil funcionários, a maioria dos 50 principais executivos ouvidos no
levantamento indicaram a redução de custos como prioridade absoluta. Essa
orientação vale para 32% dos entrevistados, seguida pela corrida atrás de
rentabilidade e liquidez, com 27% das respostas, informou David Braga, diretor
da Fesa em Minas Gerais e no Centro-Oeste.
Com
a retração da economia, o aumento dos juros e dos custos de produção, as
contratações de executivos se voltaram para profissionais que sejam capazes de
enfrentar esses problemas e apresentar soluções. “Percebemos uma tendência de
opção pelos profissionais com larga experiência para redefinir modelos de
atuação, rever estratégias, que conseguem agregar as pessoas e conectá-las com
as demais áreas”, afirma David Braga.
O
que as empresas vão procurar, de acordo com o diretor da Fesa, é o nível máximo
de assertividade nas ações e o corte de custos desnecessários. “Serão
necessários profissionais que têm um olhar especial votado para dentro das
empresas, com foco em rever processos, evitar duplicidade de tarefas e adotar
melhores práticas, para aumentar a eficiência da informação e o apoio à
gestão”, diz Braga. A Fesa ouviu empresas em Minas Gerais dos setores de
autopeças, construção, engenharia, produção de alimentos, do varejo e do
segmento de serviços financeiros.
Os
profissionais das áreas financeira e de controladoria passaram a ser mais
demandados em razão do papel fundamental que eles deverão desempenhar em 2015,
na avaliação de Hegel Botinha, diretor comercial do grupo Selpe, especializado
no recrutamento de mão de obra. “Algumas empresas estão em processo de
reavaliação de suas estruturas, refazem planos de investimentos, e negociam com
bancos e fornecedores na perspectiva do alongamento de suas dívidas. Isso
explica o novo foco das contratações”, afirma. Estão sendo mais requisitados
profissionais especializados em consultoria de finanças, auditoria e
controladoria, incluindo engenheiros com experiência em gestão.
INOVAÇÃO
De
acordo com a pesquisa da Fesa, o tema dos investimentos em inovação também foi
abordado como preocupação dos executivos ouvidos. Os aportes destinados a
pesquisa e desenvolvimento de produtos têm sido direcionados em apoio ao
negócio para 75% dos entrevistados. Quando questionados sobre os recursos
aplicados, 40% afirmaram que houve aumento de verbas neste ano, em relação a
2013, e 25% admitiram queda de valores.
Na
hora da negociação com a empresa é que as posições estão se invertendo,
concordam David Braga e Hegel Botinha. “Até 2013 o poder de decisão estava
muito mais nas mãos dos profissionais. Agora, as empresas estão mais comedidas
e querem executivos multidisciplinares, porque não há grandes perspectivas de
que 2015 será um ano promissor”, diz Braga. O diretor do grupo Selpe observa
que num cenário mais complicado da economia é possível que os salários fixos
não sejam alterados, mas sim, e para baixo, a remuneração variável, que engloba
benefícios e ganhos extraordinários.
Fonte:
Estado de Minas
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